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O Futuro da Biotecnologia

A palavra biotecnologia é formada por três termos de origem grega: bio, que quer dizer vida; logos, conhecimento; e tecnos, que designa a utilização prática da ciência. Com o conhecimento da estrutura do material genético – a molécula do DNA (ácido desoxirribonucléico) – e o correspondente código genético, teve início, a partir dos anos 70. A biotecnologia dita moderna, através de uma de suas vertentes, a Engenharia Genética, ou seja, a técnica de empregar genes em processos produtivos, com a finalidade de obter produtos úteis ao homem e ao meio ambiente. Os métodos modernos permitem que os cientistas transfiram com grande segurança genes de interesse, ou seja, com características desejadas, originados de diferentes organismos (não apenas de organismos sexualmente compatíveis – o que amplia a variedade de genes que podem ser utilizados) de uma forma antes impossível.

A biotecnologia agrícola utiliza a transgenia como uma ferramenta de pesquisa agrícola caracterizada pela transferência de genes de interesse agronômico (e, conseqüentemente, de características desejadas) entre um organismo doador (que pode ser uma planta, uma bactéria, um fungo, etc.) e plantas, com segurança.
No melhoramento tradicional, cruzam-se as espécies sexualmente compatíveis e ocorre a combinação simultânea de vários genes. Já a transgenia é uma evolução desse processo, com o objetivo de acelerá-lo e de ampliar a variedade de genes que podem ser introduzidos nas plantas. Além disso, a transgenia, como ferramenta da biotecnologia agrícola, oferece maior precisão do que os cruzamentos, pois permite a inserção de genes cujas características são conhecidas com antecedência, sem que sejam introduzidos outros genes, como acontece no melhoramento genético clássico (no cruzamento ocorre a “mistura” de metade da carga genética de cada variedade parental). A transgenia permite um melhoramento “pontual” através da inserção de um ou poucos genes e da conseqüente expressão de uma ou poucas características desejáveis.

Em “Impacto Global de Culturas Biotecnológicas: Impactos Socioeconômicos e Ambientais 1996-2004″ (2006), os autores Graham Brookes e Peter Barfoot afirmam que agricultores tiveram melhores rendas nos países em que há lavouras transgênicas. Os agricultores de transgênicos – principalmente de algodão resistente a insetos e de soja tolerante a herbicidas – de países em desenvolvimento ficaram com a maior parte dessa renda extra. Metade desse ganho adicional (US$ 14,54 bilhões) é devido ao rendimento da lavoura e à redução de custos com a produção.

A adoção da transgenia oferece menores riscos de intoxicação e contaminação de trabalhadores rurais e animais em decorrência da menor utilização dos inseticidas, de acordo com o relatório “Impactos Econômicos das Culturas Geneticamente Modificadas no Brasil” (2007), da consultoria Edgar Pereira & Associados. Ao eliminar a necessidade de diferentes tipos de inseticidas, reduz-se a exposição do homem a esses produtos, melhorando a saúde do agricultor.

A consultoria Céleres divulgou em 2009 uma estimativa dos benefícios socioambientais e econômicos das lavouras transgênicas brasileiras de soja (RR), algodão (Bt) e milho (Bt) no período de 10 anos entre as safras 2007/2008 e 2017/2018. De acordo com o relatório, ignorar a importância das novas variedades resultaria em US$ 21 bilhões a menos na agricultura.

O estudo indicou que nos próximos 10 anos as culturas transgênicas contribuirão para a economia de 105,1 bilhões de litros de água na agricultura, o suficiente para abastecer 2,4 milhões de pessoas no mesmo período de tempo, levando em consideração dados da ONU de 120 litros por habitante por dia.

Nos próximos 10 anos, as culturas de milho, soja e algodão poderão reduzir em 806,5 milhões de litros o consumo de óleo diesel, o suficiente para abastecer 336 mil veículos leves, cada uma delas rodando 24 mil km por ano.

O uso de sementes geneticamente modificadas, nos próximos 10 anos, será responsável pela redução da emissão de 2,08 milhões de toneladas de gás carbônico, um dos mais importantes do efeito estufa, benefício equivalente à preservação de 15,3 milhões de árvores (Floresta Ripária).

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